A Menina E O Estuprador 1982 Fixed
Ele mostra como o cinema brasileiro lidava com temas tabu na década de 80. A violência contra a mulher era tratada de forma sensacionalista, sim, mas também expunha uma realidade dura que a sociedade preferia varrer para baixo do tapete. O final do filme, trágico e melancólico, foge do "final feliz" hollywoodiano e reforça o tom fatalista que marcou muita da produção nacional daquela era. Se você busca um filme polido ou uma narrativa de "justiça divina" reconfortante, este não é o filme para você. Mas se você é interessado na história do cinema brasileiro, quer ver uma Zezé Polessa jovem e intensa, ou quer entender a estética da "pornochanchada" de drama, é uma sessão obrigatória.
O filme captura um sentimente de desesperança muito específico do cinema "trash" brasileiro da época. Enquanto o cinema americano de exploração (como I Spit on Your Grave ) frequentemente focava na ação brutal da vingança, o cinema brasileiro tendia a focar no sofrimento prolongado da vítima e na hipocrisia da sociedade patriarcal. Em "A Menina e o Estuprador", a violência não é apenas física; é institucional. A protagonista é punida por ser vítima. Para os fãs de cultura pop, o grande atrativo do filme hoje é ver Zezé Polessa em um papel dramático e pesado. Anos antes de se consagrar como a hilária "Zuleika" em A Próxima Vítima ou a vidente ridícula em Deus Salve o Rei , Zezé demonstrava uma entrega visceral ao personagem. a menina e o estuprador 1982
O cinema brasileiro das décadas de 70 e 80 é frequentemente lembrado pelas suas "pornochanchadas" — uma mistura de comédia, erotismo e baixo orçamento. No entanto, existe uma categoria de filmes desse período que se destaca por um tom muito mais sombrio e cruel, frequentemente rotulada como "drama". É nesse cenário que surge "A Menina e o Estuprador" , lançado em 1982. Ele mostra como o cinema brasileiro lidava com